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Representatividade feminina nas áreas tecnológicas aumentou em 2020

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De acordo com o Mapa do Ensino Superior no Brasil 2020, divulgado no dia 21 de maio, a representatividade feminina nas áreas da tecnologia vem aumentando. As mulheres são maioria no ensino superior do país, o que corresponde a 57% dos estudantes. O levantamento foi realizado pelo Sindicato das Mantenedoras de Ensino Superior Privado (Sesemep). Ele aponta que os cursos com maior predominância de mulheres é na área das Ciências Sociais. Mas, percebe-se que há um aumento na procura de cursos relacionados à carreira STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). 

Imagem: Adobe Stock

Atualmente, os cursos de engenharia, por exemplo, concentra um grande e expressivo número de mulheres. O Brasil possui hoje cerca de 200 mil mulheres engenheiras e mais de 100 mil mulheres com formações técnicas na área.

A importância da representatividade feminina no setor

Apesar do avanço, as mulheres ainda representam 33% das pessoas formadas em carreira STEM no país, segundo a Unesco. Entre os pesquisadores bolsistas para iniciação científica no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), elas são maioria com 59% em 2018. Porém, a estatística não é a mesma entre os pesquisadores de produtividade. Nesse aspecto, as mulheres são apenas 24,6%. Percebe-se que a desigualdade de gênero, instituída pela construção social é responsável por alargar a divisão existente entre profissionais homens e mulheres.

Historicamente, foram delegadas às meninas, tarefas domésticas, associadas ao cuidado familiar e privado. Isso porque tinham habilidades afetivas naturais, conforme justificativa dotada de machismo. Os meninos, pelo contrário, desde sempre foram estimulados a desempenhar atividades consideradas masculinas. Manuseavam videogames e computadores. Esses estereótipos influenciaram diretamente na percepção do “ser mulher” e do “ser homem”, bem como na formação de suas habilidades e competências. 

Consequentemente, esse modo determinante “de ser” também exerce influência sobre as escolhas profissionais de cada gênero. E é por isso que não se vê tantas meninas se identificando com as carreiras das ciências exatas desde tão cedo.

 Associar tecnologia à masculinidade sempre distanciou as meninas da STEM. Contudo, essa é uma realidade que está mudando ao passo que as mulheres se veem representadas nos espaços de poder.

Elas também ocupam a maior parte das cadeiras das faculdades

Imagem: Freepik

Dados do Censo da Educação Superior 2017, o sexo feminino é a maioria em pelo menos seis cursos da área de engenharia, levando em conta o percentual de ingresso. No primeiro lugar do ranking está a Engenharia de Alimentos, com 62,9% de mulheres ingressantes no curso. Logo depois vem a Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia (59,4%), seguidos da Engenharia Têxtil (53,6%). Também constam na relação Engenharia Química (50,8%), Engenharia de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (50,4%) ,além da Engenharia Ambiental e Sanitária (50,2%).

Portanto, esse é o resultado de um movimento das mulheres na luta pela conquista da equidade nas profissões. A representatividade feminina e ocupação das áreas consideradas masculinas é fundamental para aumentar a participação delas nesse campo. Ao mesmo tempo, inspira meninas a não desanimarem diante de desafios que ainda fazem parte do que é ser mulher.

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